Tessituras em Diálogos - Gênero e Decolonialidade

A colonialidade de gênero, conforme Maria Lugones (2008), é estruturante do poder global, impondo um sistema binário e patriarcal que subordina mulheres não brancas, ocultando violências sob a categoria genérica do "ser mulher". Esse sistema intersecciona gênero com raça para submeter corpos ao poder civilizatório eurocêntrico. A moralidade moderna (religiosa, médica, jurídica e educativa) atua como instrumento colonial, padronizando sujeitos/as segundo uma lógica de normalidade inscrita na modernidade. A proposta desse Diálogo do Tessituras foi de tentarmos descolonizar essas narrativas e visibilizar as subjetividades historicamente silenciadas.
No dia 27 de agosto, juntamente com a professora Daniela Passos da FaE UEMG e Izabela Fernandes do PPGE FaE UEMG, nos reunimos para tecer diálogos sobre Gênero e Decolonialidade, a partir do texto de Maria Lugones intitulado "Colonialidade e Gênero".
No primeiro momento, foi apresentada quem foi Maria Lugones e suas obras de destaque. Em seguida, debatemos seu artigo "Colonialidade e Gênero", cujo objetivo é investigar a intersecção de raça, classe e gênero para entender a violência contra as mulheres, em especial a violência à mulheres não brancas – vítimas do colonialismo. O debate explicitou a importância de compreender esse sistema moderno-colonial para fundamentar uma atuação voltada à promoção das transformações das relações sociais.
Foi um momento enriquecedor de conversa, escuta e construção coletiva de saberes. Seguimos em movimento, tecendo diálogos decoloniais!
